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National Geographic |
De acordo com estudo de 2012 da Dra. Herculano-Houzel (que desenvolveu um novo método para contar neurônios chamado apropriadamente de "sopa de cérebro") essas diferenciações no cérebro humano, que aconteceram mais ou menos a 1,8 milhões de anos atrás, podem ser ligadas diretamente à inovação de cozinhar.
Cozinhar, isso sim foi o que nos tornou humanos. Um gorila, o maior dos primatas, que se alimenta de alimentos crus, tem que comer 10 horas (!) por dia para manter sua massa corpórea. O cérebro, grande consumidor de energia, continua pequeno para seu tamanho corporal devido à essa limitação calórica. Para os demais primatas a relação é a mesma. Em resumo, não dá pra manter corpo grande e cérebro grande comendo alimentos crus e tendo no máximo 10 horas para comer.
Isso porque quando ingerimos alimentos crus nós conseguimos de 30% a 40% do seu potencial nutricional enquanto, ao cozinhar, nós chegamos a conseguir 100% do potencial energético do alimento. Aplicar o fogo ao alimento torna as fibras mais amolecidas, libera sabores, e torna mais rápido o processo de mastigação e digestão. Esse ganho na nutrição fez com que nossos antepassados passassem menos tempo comendo, conseguindo mais calorias! Essas calorias extras nos permitiram ter um cérebro muito maior que hoje consome 25% de toda caloria que você ingere! O tempo extra, que antes era gasto na busca por comida e mastigando, podia agora ser gasto com coisas mais interessantes como o desenvolvimento da cultura, da arte, da tecnologia...
O irônico é que hoje em dia basta ir à uma rede de fast food para, em 15 minutos, consumir todas as calorias necessárias em um dia... E qual a consequência? Aumento de peso. E qual a solução? Comer alimentos crus (vai uma saladinha aí?).
Bom, o artigo termina por aqui. Mas queria deixar outras duas coisas interessantes que vi essa semana, que valem a pena ser vistas neste domingo:
Trendwatching: quais são as 15 inovações de 2015 com potencial para ser realmente disruptivas?
Momento fofura: ilustrações fofas que mostram pequenos (grandes) gestos de amor! #partiupraticar.
Referências do texto:
http://www.ted.com/talks/suzana_herculano_houzel_what_is_so_special_about_the_human_brain
http://news.nationalgeographic.com/news/2012/10/121026-human-cooking-evolution-raw-food-health-science/
http://www.pnas.org/content/109/45/18571.full.pdf
http://www.suzanaherculanohouzel.com/lab
E, claro, vamos celebrar a estupidez, ops, evolução humana!
Macarrão ao Molho Cremoso de Funghi
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@funfactsforfoodies |
225g (meio pacote) de macarrão
225g de cogumelo portobello em fatias (ou um pacotinho de funghi secchi hidratado).
2 colheres de sopa de manteiga
2 dentes de alho picados
1/3 xic de vinho branco
1 xic de creme de leite fresco
1/2 xic de caldo de legumes (ou outro da sua preferência)
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
Sal e pimenta do reino
Queijo parmesão para servir
Prepare e escorra o macarrão. Adicione a manteiga à panela, adicione os cogumelos, o alho e refogue. Adicione o vinho, o creme de leite, o caldo de legumes e o balsâmico e deixe ferver por uns 10 minutos até que o molho fique mais encorpado. Tempere com sal e pimenta. Sirva o macarrão com o molho e queijo parmesão ralado por cima.
Obs: se estiver usando o funghi secchi hidratado, faça o caldo de legumes com a água coada da hidratação para dar ainda mais sabor.
Essa receita eu tirei do ótimo Food52. Inspirador!
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