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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Chili Con Carne!

É uma das minhas comidas comfort preferidas. Adoro comida mexicana em geral, mas uma cumbuquinha de chili quentinho e apimentadinho me enlouquece. Pode o tempo estar frio ou quente. O chili con carne é um cozido de carne com pimentas (chili é um tipo de pimenta!) bem temperado e que contém também tomate e feijão. É... o seu pensamento está correto. Não tem como não ficar bom.

Red Hot Chili Pepper

Apesar de tudo, dizem até que o chili nem é comida mexicana e sim americana, mais precisamente inventada no Texas (San Antonio). Em 1959 foi publicado um Dicionario de Mejicanismos onde se lê que o chili é uma comida detestável (!), que se passa por mexicana, vendida do Texas até Nova Iorque. Mas como não sei se é verdade mesmo, fica como uma curiosidade!! Além disso, esse prato se tornou comum nessa região principalmente porque era acessível para as pessoas mais pobres que podiam acrescentar pimentas e feijões à pouca carne e tornar o prato, assim, mais substancioso. Maior notoriedade ainda o chili adquiriu lá pelos anos de 1880 quando tropas espanholas invadiram e acamparam em San Antonio. Muitas mulheres latinas preparavam o chili em casa para vender aos soldados ficando conhecidas assim como Chili Queens (fico imaginando algo parecido como as baianas do acarajé). Mais informações e literatura sobre a história do chili você pode encontrar neste site.

Foto by VECB

E sobre a pimenta, quer saber mais? É o tempero mais cultivado do mundo e a substância responsável pelo ardor, a capsaicina é responsável por proteger as sementes do fruto. Por isso sempre vem a dica para deixá-la um pouco mais fraca: retire as sementes e o tecido branco interno que as reveste! O mais engraçado é que a capsaicina é uma arma anti mamíferos! Os pássaros parecem ser "imunes" à capsaicina, ou seja, podem comer e espalhar as sementes à vontade! A pimenta vermelha é consumida 20 vezes mais do que o tempero segundo colocado: a pimenta-do-reino preta e, sim, o México é o maior produtor.

A capsaicina não parece aumentar os riscos de doenças do estômago e agem na regulação da temperatura do nosso corpo, fazendo-nos parecer mais quentes do que realmente estamos e induzindo o organismo a ativar seus mecanismos de resfriamento (sudorese, aumento da circulação periférica). Não é à toa (pode reparar) que os lugares que mais consomem pimenta são aqueles mais quentes! Vai um acarajé aí (desculpem a fixação pelo acarajé em pleno post de chili!). Além disso a capsaicina faz com que nosso metabolismo aumente, fazendo nosso corpo consumir mais gordura e também dispara sinais de satisfação em nosso cérebro, nos fazendo comer menos!



Quer se livrar do ardor provocado pela pimenta? Coma arroz ou pão, que são sólidos e provocam atrito com os receptores da língua. Ou calma. Em geral o efeito da pimenta não costuma durar mais do que 15 minutos!

Chili con Carne

Foto by VECB


Essa receita eu peguei e adaptei do ótimo site Use Real Butter!

500g de carne moída da sua preferência (as que eu gosto mais são capa de filé e alcatra)
1 cebola grande picada
4 dentes de alho picadinhos
1/2 pimentão verde em quadradinhos (opcional)
2 colheres de sopa de azeite
700g de tomates maduros picados
2 cubos de caldo de carne
1 garrafa de cerveja escuro sabor chocolate (sim, isso faz diferença! se quiser acrescente ainda um pouco de cacau em pó, uma 1/2 colher de sopa. Eu não acrescentei e me arrependi. Se você gosta de uma sabor mais suave, põe só a cerveja sabor chocolate mesmo).
1/2 colher de sopa de pimenta chili ou caiena em pó
1/2 colher de sopa de cominho em pó (a parte dos temperos é a mais legal - eu coloquei pimenta caiena - que foi a que eu achei, chili é mais difícil - e cominho. Mas use o que tiver, ou se tiver tempero pronto para comida mexicana. O tempero é que vai personalizar seu chili!)
Sal a gosto
2 latas de kidney beans (feijões mexicanos). Esse é bem díficil de achar, o que eu faço é cozinhar um pouco de feijão preto e adicionar ao chili à gosto.

Refogue a carne moída em fogo alto e reserve. Aqueça o azeite e doure a cebola, o pimentão e o alho. Acrescente a carne, o caldo de carne e os tomates. Refogue até que os tomates comecem a desmanchar. Junte a cerveja e os temperos e cozinhe o chili com a panela tampada por 1 hora. Depois de passada meia hora, acrescente o feijão cozido. Sirva quente com fatias de avocado, creme azedo ou queijo ralado. Ou tudo isso junto!



terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Confit de Tomate!

Desde os tempos remotos os cozinheiros da Asia e Europa Central já sabiam que cobrir carne cozida com uma camada de gordura ajudava a preservá-las. Por que? Ora, porque a gordura impede o contato da carne com o oxigênio, o que evita a proliferação de bactérias!

Até hoje em dia o Confit de Canard é um prato chiquezinho na França. Mesmo no interior do Brasil ficou famoso o porco na lata, que nada mais são do que saborosos pedaços de porco cozidos ou assados mantidos sob a gordura solidificada, dentro de uma lata! Minha vó fazia! O povo do interior era chique e não sabia! O porco na lata virou até modinha entre os chefs estrelados da capital (Dalva e Dito?). Sim, porque depois da grande invenção chamada geladeira, o que ficou mesmo foi o interesse pelo mega sabor desse tipo de preparação! Sim, porque o preparo sempre envolve cozimento lento e conservação em gordura!


A origem do nome confit vem do Francês confire que, por sua vez, vem do latim Conficere, ou seja, fazer, preparar, produzir. Foi primeiramente usada para designar frutas cozidas em açúcar ou mel (confiture), depois vegetais e depois para carnes. Hoje em dia designa o alimento que foi preparado lentamente, coberto por gordura e todo o sabor e maciez que vem daí e de dias ou meses de conservação!

A receitinha de hoje é de confit de tomate. Como todo confit não deixe os tomates fritarem! Eu tive que fazer no forno por exemplo, na temperatura mais baixa. As bocas do meu fogão fritam, não tem jeito...

Esse receita é perfeita pra servir de entrada, com pães, queijos, frios... E com o que você quiser, pois combina com tudo!

Confit de Tomate

500g de tomates pequenos (cereja, sweet grape, pera)
Azeite o quanto baste para cobri-los
1 colher de café rasa de sal (ou moído na hora)
2 dentes de alho descascados e fatiados
1 punhado de ervas desidratadas (a que tiver disponível)
Pimenta do reino moída na hora

Lave e seque os tomates. Coloque os tomates forrando o fundo de uma assadeira ou panela que possa ir ao forno. Adicione os demais ingredientes e cubra com o azeite. Ligue o forno na temperatura mais baixa e mexa o confit com cuidado de vez em quando. Leva mais ou menos uma hora e meia para ficar no ponto certo, ou seja, os tomates continuam inteirinhos, gorduchinhos, mas com a casca já enrugando! Assim ó:

Foto by VECB.

Pode servir imediatamente, depois de esfriar um pouco ou guardar em potes com tampas, esterilizados com água fervente. "Dura" umas duas semanas na geladeira.

Minhas fontes: On Food and Cooking - Harold McGee e o ótimo blog Figos e Funghis.


sábado, 17 de setembro de 2011

Panzanella



Tá começando a ficar quente novamente... E muita gente gosta de combinar esses tempos com salada! Eu particularmente não ligo muito pra isso... Até porque, devo confessar, não sou muito fã de salada...
Mas a panzanella é ótima pois é uma salada italiana, toscana mais precisamente, e que tem ótimos sabores!  E muito rápida e fácil de fazer... Quem aí não tem aquele resto de baguette endurecida?

Você pode substituir alguns itens da salada, como quiser. Por exemplo, muita gente não gosta das anchovas, esses pequeninos peixinhos ósseos da classe Actinopterygii (com raios nas barbatanas, ou seja, barbatanas suportadas por espinhas ósseas). São também da ordem Clupeiformes, a mesma do arenque e de outros muitos peixes importantes na alimentação. A maioria se alimenta de plâncton, que filtram com as suas guelras e, interessante, a maioria não possui linha lateral. São geralmente prateados e fusiformes. Dá uma olhada na carinha da anchova:

Imagem do Wikipedia
Agora, muita gente não gosta mesmo porque ela tem um forte sabor. E isso é devido ao modo como ela é preparada. Elas são curadas e isso significa que elas são preparadas com a adição de sal ou açúcar com o objetivo de preservar o alimento. Nem é preciso dizer que antigamente não havia refrigeração e este era um bom modo de levar os alimentos do litoral ao interior da região. Esse era o método usado também em tempos antigos para a fabricação do Garum, um molho de peixe que foi fabricado em larga escala na época do Império Romano. Era feito de intestino de peixes, entre outros ingredientes. Segundo Plínio, historiador romano, era o "verdadeiro licor da putrefação". E eles gostavam, veja bem. Era tão consumido que é considerado um dos sabores que definem o mundo antigo. O Garum só era menos valioso, talvez, do que os perfumes. O poderoso sabor vinha do fato de que as vísceras de peixe ficavam fermentando por meses! Sim, meses! Bom, como você pode ver, era bem trabalhoso fazer o garum e seu consumo não passou do século 16. Mas, claro, hoje em dia temos dois produtos similares ao garum:

O molho inglês e...

...a anchova!

Panzanella

Vamos à receita para 6 pessoas:

2 pimentões vermelhos
2 pimentões amarelos
600g de pão amanhecido de boa qualidade
1 kg de tomates maduros diversos (italiano, cereja,etc)
12 filés de anchova
1 punhado de alcaparras pequenas lavadas
1 cebola roxa descascada e cortada ao meio
1 coração de aipo (salsão)
1 punhado grande de folhas de manjericão fresco

Para o molho:

vinagre de vinho tinto de boa qualidade
azeite extra virgem
1 dente de alho descascado
sal marinho e pimenta do reino moída na hora

Os pimentões devem ser assados. Você pode fazer isso colocando-os diretamente na boca do fogão, para que a pele toste, depois coloque-os dentro de um saco plástico e deixe-os lá por 20min. Assim eles ficam cozidos e você retira a pele facilmente. Assim ele fica bem saboroso, mas é muito mais trabalhoso. Eu geralmente rego-os com azeite, embrulho em papel alumínio e levo ao forno. Se quiser depois dar o gostinho de tostado, abra o papel alumínio e deixe-os chamuscarem. Ou simplesmente compre-os prontos. Hoje em dia você encontra pimentões assados na prateleira do supermercado. 

Rasgue o pão em tamanhos do seu dedo polegar. Os tomates devem estar em temperatura ambiente. Lave-os e pique-os do tamanho do pão. Tempere-os levemente e uniformemente com sal e coloque-os para escorrer em um escorredor sobre uma tigela, você vai querer o suco que vai se soltar (uma boa quantidade você consegue em 20min mais ou menos). Nesta tigela que está recolhendo o suco, coloque as alcaparras e as anchovas. 

Fatie as cebolas e o coração de aipo o mais fino possível. Junte a cebola, o aipo e o pão em uma tigela. Rasgue o pimentão em lascas e junte à tigela. Mexa e pressione os tomates levemente em cima do escorredor. Adicione os tomates à tigela de pão. Adicione também as folhas de manjericão.

Retire as anchovas do suco de tomate, reserve-as. Adicione 2 colheres de sopa de vinagre, 10 colheres de azeite, o alho ralado, sal e pimenta do reino (lembre-se que você já salgou o tomate e que a anchova também é salgada), depois derrame sobre a tigela de pão. Dê uma boa mexida na salada, com as mãos mesmo. Acomode as anchovas por cima da salada. Deixe descansar alguns minutos antes de servir e ela aguenta bem por até 1h. 

Essa foto é minha!

Aí é só abrir um Sauvignon Blanc ou Riesling devidamente resfriado!

Se quiser incrementar o almoço é só assar um frango bem temperado!


terça-feira, 12 de julho de 2011

Noite Espanhola Parte III: Figo!


Figo é assim: ou você ama ou odeia. Nunca ouvi ninguém dizer: ah, até gosto... Os figos são os frutos da árvore Ficus carica. Originária do mediterrâneo e oriente médio, está muito presente na dieta destes dois povos. O figo é um fruto muito versátil. Ele seca rapidamente ao sol, tornando-se muito concentrado em nutrientes e açúcar. Sua entrada nas Américas deu-se via México, graças ao espanhóis (gracias!). Olha a Espanha aí. Hoje em dia é mais cultivado em regiões secas, subtropicais. Além da maçã, é um fruto bastante citado na bíblia também e diz-se que crescia nos Jardins do Éden! Na verdade mesmo, o figo é mais flor do que fruto. Observe a imagem abaixo. A parte vermelha é praticamente só flores! Que depois se desenvolvem em frutinhos secos, que quebram quando mordidos, como sementes! É como se fosse um morango invertido!


Olha as flores aí!


O figo tem algumas vantagens: bastante cálcio para um fruto e antioxidantes graças ao compostos fenólicos!


Na nossa jantinha espanhola rolaram duas receitinhas delícias com o figo. Here we go!


Chutney de Figo 


250g de figos frescos em pedaços
100g de figos secos picados
1 cebola roxa picada
1 maçã verde cortada em cubos pequenos
10g de gengibre fresco fatiado finamente
1/2 colher (sopa) de pimenta-da-jamaica moída
1/2 colher (sopa) de casca de limão ralada
1 pitada de pimenta-vermelha seca
1 xícara de açúcar demerara ou cristal
1 colher (sopa) de sal e pimenta preta moída
200ml de vinagre de vinho tinto



Em uma panela misture todos os ingredientes e leve ao fogo alto até ferver. Abaixe o fogo e cozinhe por 30 minutos com a panela semitampada. Abra a tampa e deixe cozinhando, mexendo sempre, até a mistura ficar mais densa e os aromas começarem a surgir. Se o chutney ficar espesso demais, adicione um pouco de água. Verifique o tempero. Deixe esfriar. 


Sirva com pão e gorgonzola!


Outra receitinha é o figo com presunto crú, ou seja, o figo é cortado em quartos ou metades, e cada metade enrolada em presunto crú, ou o ibérico Jamón pra ser mais espanhol. Sim, só isso! O que rolou aí embaixo foi um super aproveitamento de queijo ralado.


Figos Maduros e Firmes e Jamón - e só! 

domingo, 10 de julho de 2011

Noite Espanhola Parte II: Montaditos

Pão com qualquer coisa: já é muito bom. Imagina então uma fatia grossa de pão só com o que há de melhor em cima! Estes são os montaditos. Fazem parte da vasta família das tapas espanholas. Muy tradicionais, são consumidos regularmente desde os séculos 15 e 16 e nada mais significa do que uma fatia de pão de "barra" (como a baguete francesa, a baguete italiana, ou a ciabata) com um recheio "montado"em cima. São como se fossem bruschettas, mas espanhóis. Entendeu? Não? Melhor fazer e comer então!

Nestas receitas abaixo, foi usado o chorizo como parte do recheio. O chorizo é um embutido de carne de porco, defumado ou não, que tem uma cor avermelhada graças à páprica que é adicionada durante o preparo. Não tem nada mais saboroso do que fritar o chorizo em azeite e conseguir aquela cor avermelhada deliciosa. Existem também os chorizos portugueses, uma variedade deles, como os chorizos de sangue (famosos chouriços), as alheiras, o paio, além do de porco e páprica.  Aqui no Brasil nós também temos nossa variação do chorizo: a linguíça.

Montadito de Chorizo e Tomate

1 baguete de pão (italiano ou ciabata)
1 maço de rúcula
Tomate bem vermelhinho
Chorizo espanhol (pelo menos no mercadão você acha, parece peperoni, mas é melhor!)
Queijo parmesão ralado
Azeite

Corte a baguete em rodelas, leve ao forno para tostar um pouco. Enquanto isso despeje um fio de azeite na frigideira, doure os chorizo cortadinho em dadinhos, junte o tomate, um pouco de sal e pimenta. Montagem: pão, rúcula, mistura de chorizo e tomate, queijo. A gente ainda deu uma derretidinha no queijo com o maçarico. Mas não precisa. Olha a foto:


Abra uma cava e seja feliz! 












Montadito de Chorizo e Ovinho de Cordorna

Pão em fatias regados com azeite
Fatias de Chorizo
Ovinhos de Cordona Fritos

Leve o pão com o chorizo em cima ao forno até assar o chorizo. Enquanto isso vá fritando os ovinhos de cordona em óleo quente e escorridos em papel toalha. Depois é só montá-los como nas fotos abaixo:


Difícil né?

domingo, 26 de junho de 2011

Escargot!

Pode torcer o nariz. Vou falar do escargot sim! E simplesmente porque são deliciosos!

Sendo um pouco infantil...


Olha que bunitinha a musiquinha que as crianças cantam nas escolas francesas, em sua homenagem:



Um pouco de história...

Pertencente ao gênero Helix, o escargot é um molusco gastrópoda consumido desde a pré-história pois era encontrado facilmente e em abundância nas paredes úmidas das residências, que eram geralmente o interior de uma gruta. Depois os romanos e os gregos começaram a consumí-los e foi na idade média que os franceses descobriram o que viria a ser uma marca registrada de sua cozinha. Nesta época eles eram armazenados dentro de conventos, para que houvesse bastante deles mesmo nos períodos de escassez. Durante a revolução os escargots eram armazenados em barris e assim os marinheiros tinham sempre uma boa reserva de carne fresca. A criação mesmo dos caracóis só começou no século 20.













Como é feito:

Hoje em dia qualquer restaurante na França serve os caracoizinhos. O modo mais comum é fazê-lo ao forno, em cerâmicas apropriadas, com manteiga e salsinha, com ou sem a casca:


Onde comer:

Em Paris, o melhor que eu já comi fica num restaurantezinho delicioso no 1o. arrondissement, chamado Comptoir de La Gastronomie. Esse achado fica na Rue MontMartre, 34, Metrô Sentier. Esse misto de restaurante e empório existe desde 1894. Tem de tudo e do melhor: terrines, confits de canard, fois gras, vinhos e champagnes e... escargots! De tudo quanto é jeito, pronto pra fazer. O que eu achei mais conveniente para enfiar no meio das roupas na mala foi uma lata com 4 dúzias, em conserva, pela quantia módica de 12 euros! No restaurante, não perca também o cassoulet, divino. Você vai gastar em média uns 20 euros por pessoa no almoço. 

Na Rue Montorgueil tem até um restaurante especializado na iguaria. Essa rua ficava bem perto da rua do "nosso" apartamentinho e acho que é a rua mais deliciosa de Paris. Tem de tudo! Olha a fotinha que eu tirei do restaurante:



A receita:

Eu vou passar uma receita que fiz aqui em casa, para a querida família do meu marido (obrigada pelo super saca rolhas!!!), e que foi escoltada muito bem por duas garrafas de champagne: Escargots ao Molho Cremoso!

1 dente de alho bem picado
Salsinha picadinha
100g de manteiga
Sal e pimenta do reino
2 cebolas roxas bem picadinhas
6 dúzias de escargot em conserva, escorridos
500g de cogumelos de Paris (champignons) frescos e cortados em lâminas
250ml de vinho branco seco
200ml de creme de leite fresco
Noz moscada
Fatias de pão

Aqueça a manteiga em uma panela, doure as cebolas e depois junte o alho. Acrescente os cogumelos e deixe cozinhar por 5 minutos, mais ou menos.
Acrescente os escargots e o vinho branco e deixe cozinhar até que o líquido evapore (uns 10 minutos). Acrescente o creme de leite, e tempere com sal, pimenta e noz moscada. Deixe o molho reduzir até ficar cremoso. Sirva em uma travessa, salpicado com a salsinha e com muito pão! Não faça como eu que comprei só uma baguette e acabou antes do molho e... dos escargots!

Essa receita eu tirei do site do Olivier Anquier: http://www.olivieranquier.com.br/receitas/ 




domingo, 19 de junho de 2011

Steak Tartar!

Esse é outro exemplo de refeição que dá bem pra fazer em meia hora! É fácil, leve... Uma delícia!
No meu ranking só perde pro Camarão à Provençal! E o melhor de São Paulo é o do Le Casserole. Para mim, além de delicioso, é marcante. Era o que eu estava comendo quando fiquei noiva!!!



Steak Tartar

450g de filé mignon fresquíssimo bem picadinho até ficar moído
2 colheres de sopa de mostarda Dijon
2 colheres de sopa de molho inglês
2 colheres de sopa de catchup
1 colher de sopa de alcaparra picadinha
1 pimenta malagueta picadinha (opcional)
2 colheres de sopa de azeite
Salsinha picadinha à vontade
1 colher de sopa de pepino japonês (fresco ou em conserva) picadinho
Sal à vontade
Pimenta do reino moída na hora

Mistura tudo. Molda com um aro ou com o garfo mesmo. Acompanhamento: batata frita!
Bebida: uma cervejinha ou um bom Merlot!

Dica 1: Se quiser também dá pra abrir uma covinha no meio do steak tartar e depositar uma geminha de ovo de codorna também.

Dica 2: Dá também pra dar uma grelhada em ambos os lados do steak tartar. É o chamado steak aller-retour. Lembra um hambúrguer.

Dica 3: Serve como entrada ou prato principal. Depende da quantidade!!!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Salada Mediterrânea

6 fundos de alcachofra cozidos ou em conserva
1 limão
1 bulbo de erva doce (ou salsão)
1 xic de chá de cogumelos frescos e fatiados
2 colheres de vinho (branco ou tinto)
Folhas diversas
Sal e pimenta do reino moída na hora

Molho
1 dente de alho triturado
Suco de meio limão
2 colh. de sopa de vinagre
5 colh. de sopa de azeite

Regue os fundos de alcachofra com limão. Fatie a erva doce em fatias finas (ou corte o salsão em pedaços pequenos). Cozinhe-as em água e sal até ficarem macias. Cozinhe os cogumelos no vinho + uma pitada de sal. Cozinhe até a água que se formar, secar.

Molho
Misture tudo até misturar bem. Chacoalhar tudo dentro de um potinho de geléia vazio facilita muito.

Monte a salada num prato: forre com as folhas, e arrume os demais ingredientes por cima. Regue com o molho.

Essa foi com salsão. Não curto muito erva-doce.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sopa de Cebola!!!

Chegou o frio!!! Uhuuuu!!!!
Essa receita de sopa de cebola, além de divina, deixa qualquer esquimó suando... Ah, e não pode estar de regime!!!

600g de cebola fatiada fininha
200g de manteiga (Aviação, como sempre)
1 colher de sopa de farinha de trigo
1 e 1/2 litro de água fervente
2 tabletes de caldo de carne
350ml de vinho branco seco
Queijo ralado a gosto
Fatias grossas de pão duro (italiano, de preferência)

Refoga a cebola na manteiga em fogo alto por 10 minutos. Vai ficar assim:



Abaixa o fogo e cozinha mais 10 minutos. Volta a aumentar o fogo, adiciona a farinha de trigo e frita até dourar a farinha, mexendo sempre. Adiciona a água, o vinho, os tabletes e ferve com a panela semi-tampada por 30 minutos. Dispõe as fatias de pão no fundo de um refratário, põe a sopa por cima, queijo ralado à gosto e leva ao forno pra gratinar. Prontinho... Delícia!!!



Um bom vinho pra acompanhar é qualquer Chadornnay que passou por barrica de carvalho!

Crostini de Queijo de Cabra e Molho Pesto


Uma entradinha bem simples e você compra tudo pronto!

1 filão fininho
1 queijo de cabra
1 pote de molho pesto


Ligue o forno na temperatura alta. Corte o filão em rodelinhas. Cubra com queijo de cabra e leve ao forno até tostar (5 a 10 minutos). Coloque um pouquinho de molho pesto sobre o queijo de cabra e pronto!


Ah, dá pra fazer isso com o que você quiser: tomate e queijo, figo e presunto cru, cogumelos, frango ao curry, aspargos, etc....

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Soba de abóbora e Sálvia

Ai...Ai... As receitas seguintes são deliciosas, mas estão sem fotos pois minha máquina fez questão de pegar um vírus e impedir que eu abra as fotos... Assim que resolver o problema, atualizo os links... Beijo!!!

Só não é mais fácil porque precisa descascar a abobora (coisa que eu detesto). Se bem que no mercado eu já vi abóbora descascada e em cubo. Enfim... Outra coisa que pode ser difícil de achar é sálvia. Mas ela faz toda a diferença. Eu aconselho você a ter um pezinho em casa. Macarrão cozido e escorrido, misturado com sálvia frita no azeite é o melhor substituto do miojo. Se tiver queijo ralado então... Aí já é outro nível...

Para 8 pessoas

Azeite
16 folhas grandes de sálvia
2 cebolas roxas descascadas e picadas
2 talos de salsão picados
2 cenouras descascadas e picadas
4 dentes de alho
Folhas de dois ramos de alecrim frescos
1 pimenta vermelha bem picada
Sal e pimenta do reino
2 kg de abóbora
2 litros de caldo de galinha ou vegetais
16 fatias de pão ciabatta (ou outro)
Queijo parmesão ralado

Frite as folhas de sálvia no azeite por uns 30 segundos ou até que fiquem crocantes. Utilize a panela de pressão para isso. Transfira-as para um papel toalha. No azeite restante despeje o aipo, a cenoura, as cebolas, o alho, o alecrim, a pimenta, o sal e a pimenta do reino. Cozinhe por 10 minutos ou até que os vegetais fiquem tenros. Acrescente a abóbora e o caldo à panela, tampe e ponha pra ferver e deixe por aproximadamente 20 minutos, em fogo baixo. Enquanto isso prepare as torradas. Regue as fatias de pão com um pouco de azeite e pressione um pouco de queijo ralado em cada lado. Acomode as fatias em uma frigideira antiaderente, sem óleo e frite-as até que fiquem douradas dos dois lados.
Bata a sopa no liquidificador (não faça isso com a sopa muito quente). Divida-as entre os pratos, distribua as torradas e as folhas de sálvia e regue com azeite. Delícia!!!


Quibe Crú - Receita do Arábia!!!


Dicas de Leila (chef do Arábia)


Para fazer
- Um trigo fino de boa qualidade, de sabor mais delicado
- Ramos de hortelã bem fresca. Ela murcha rapidamente, então tire da geladeira apenas na hora de servir
- Prefira a parte central do patinho, bem limpo e moído em casa, imediatamente antes de servir. Moída no açougue, a carne perde frescor e fica escura
- Armazene a carne no congelador por cerca de 15 minutos
- Não deixe o trigo de molho por mais de quinze minutos
- Coloque as pedras de gelo na carne antes de misturá-la ao trigo

Para comer
- Abra o montinho de carne com o garfo, espalhe pelo prato e amasse para ficar uma camada fina
- Com a mão, pegue brotos de hortelã e rasgue em cima da carne
- Cubra com a cebola picadinha (a chef sugere também cebolinha)
- Regue com um bom azeite
- Salpique o tempero especial de pimenta-síria (no Arabia, a receita é preparada com sete especiarias)
- Pegue um pedaço de pão árabe, envolva um pouquinho do quibe com seus temperos e coma
- Leila sugere que o quibe cru venha acompanhado com a "massáuaque", uma carne moída refogada
Ingredientes
- 1 kg de carne bovina (patinho), sem nervos e sem gordura, cortada em cubos e passada pelo moedor de carne- 1 xícara de trigo fino claro- 2 tomates bem vermelhos, sem sementes e cortados em quatro pedaços- 2 cebolas médias cortadas em quatro- 6 pedras de gelo (mais ou menos)- Sal a gosto- Ramos de hortelã fresca (para decorar)- Galhos de cebolinha (para decorar)- Pimenta-síria ou cominho moído ou pimenta do reino em pó (opcional)


Preparo

Lave bem o trigo e deixe de molho na água por cerca de 15 minutos. Escorra com as mãos, espremendo bem, para retirar toda a água. Junte o trigo à carne com o gelo, o tomate, o sal e os temperos (opcional) e moa tudo junto novamente. Misture bem com as mãos, para que fique homogêneo. Coloque em uma travessa e decore com ramos de hortelã fresca, cebola e cebolinha verde.

Meu preparo!
Agora, como adaptar uma receita com o que você tem em casa! Eu tinha 250g de uma peça de filé mignon (se eu tivesse que comprar, compraria filé mignon de qualquer jeito: eu prefiro), tinha um resto (umas duas colheres de sopa) de vinagrete comprado picadinho já (tomate, cebola e salsinha), já tinha pimenta-síria, o trigo, a hortelã (no quintal!). Foi só moer tudo junto no processador! Não esqueça de moer com o gelo pra carne não escurecer! Depois é só servir com mais tomate e cebola picada, hortelã, coalhada fresca (se tiver), hortelã, azeite, pão... E divirta-se!!!
Crédito: reportagem publicada na Folha Online!

Aspargos e Presunto Crú!!!


O paraíso existe...
... e de entrada eles servem isso!!!


Pense na entrada perfeita... Juro que ela não chega aos pés dessa entradinha hiper fácil de fazer e deliciosa!!! Dá pra 3 pessoas.


1 pacote de aspargos frescos
1 limão
azeite
cebolinha francesa
mostarda
sal
pimenta do reino
1 pão ciabata ou italiano ou qualquer outro
Parmesão em lascas
100g de presunto parma


Amarre os aspargos todos juntos e corte a base, mais dura (o lado contrário das flores, pelamordedeus). Ponha-os em pé em uma panela com água fervendo... deve ir até a metade dos aspargos. Deixe uns 2 minutos e mergulhe-os. Deixe mais uns 3 minutos e retire-os. Isso porque a base demora um pouquinho mais pra cozinhar, por se mais grossa e fibrosa. Coloque-os em água bem gelada, com bastante gelo para parar de cozinhar. Devem ficar ao dente. Faça um molho com limão, azeite, mostarda, sal, pimenta do reino e cebolinha francesa picada. Dessa vez coloque mais limão do que azeite (o certo é o contrário) pois os aspargos ficam ainda melhores se o molho for ácido/azedinho. Misture bem e jogue por cima dos aspargos. Polvilhe o parmesão (ou grana, ou prima dona) em lascas por cima. Sirva com pão e presunto crú. Tudo regado à azeite. E divirta-se.

Entradinhas!!!

Dia desses, pra comemorar a entrada de uma amiga minha como professora de uma universidade federal, fiz um almocinho em casa. Vou passar pra vocês duas idéia de entradinhas deliciosas, fáceis e bem gostosas!

Batatinhas recheadas com creme de gorgonzola

Cozinhe aquelas batatinhas pequenas com casca até ficarem macias mas não muito moles. Abra-as ao meio e retire parte da polpa mantendo um pouco de polpa próximo à casca. Não quebre a casca. Leve ao forno pra dourar e firmar um pouco. Enquanto isso faça um creme com requeijão, gorgonzola e um pouco de ervas picadas. Não precisa por sal. Nao deixe o patê mole. Recheie as batatinhas com o creme e sirva!



Couscous Marroquino



Esse é coringa! Vai bem como entrada e como acompanhamento de tudo!!!

80g de dasmascos secos cortados em cubos
40 unidades de uva passa
80ml de conhaque
80m de vinho branco

Coloque o damasco e a uva passa de molho no vinho e conhaque misturados por duas horas.

200ml de água
1 colher de sopa de azeite
1 colher de café de sal

Leva pra ferver. Assim que ferver apague o fogo, junte 200g de couscous marroquino mexendo com uma colher. Tampe a panela e deixe a sêmola inchar por 2 ou 3 minutos. Misture duas colheres de chá de manteiga Aviação e leve ao fogo brando, mexendo os grãos com um garfo para se soltarem. Junte o damasco e a uva passa escorridos. Tire do fogo e junte:

40g de amêndoas laminadas
20g de ciboulette bem picada
2g de canela em pó

É só servir!!!!!!