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domingo, 23 de agosto de 2015

Food for Thought literalmente... E um prato que torna qualquer ser humano mais evoluído!

Essa semana fui assistir uma palestra na USP de São Carlos, em ótima companhia, da professora Suzana Herculano-Houzel. Não só porque ela é ótima cientista e grande divulgadora da ciência (e suas dificuldades) no país, mas também porque ia falar sobre duas coisas que eu adoro ao mesmo tempo: evolução e alimentação!

National Geographic
Ou, mais precisamente, o que nos faz - ou nos fez - humanos? Afinal, nosso cérebro é bastante grande para o tamanho do nosso corpo, consome muita energia comparado ao seu tamanho e tem o córtex cerebral mais densamente povoado de neurônios.

De acordo com estudo de 2012 da Dra. Herculano-Houzel (que desenvolveu um novo método para contar neurônios chamado apropriadamente de "sopa de cérebro") essas diferenciações no cérebro humano, que aconteceram mais ou menos a 1,8 milhões de anos atrás, podem ser ligadas diretamente à inovação de cozinhar.

Cozinhar, isso sim foi o que nos tornou humanos. Um gorila, o maior dos primatas, que se alimenta de alimentos crus, tem que comer 10 horas (!) por dia para manter sua massa corpórea. O cérebro, grande consumidor de energia, continua pequeno para seu tamanho corporal devido à essa limitação calórica. Para os demais primatas a relação é a mesma. Em resumo, não dá pra manter corpo grande e cérebro grande comendo alimentos crus e tendo no máximo 10 horas para comer.

Isso porque quando ingerimos alimentos crus nós conseguimos de 30% a 40% do seu potencial nutricional enquanto, ao cozinhar, nós chegamos a conseguir 100% do potencial energético do alimento. Aplicar o fogo ao alimento torna as fibras mais amolecidas, libera sabores, e torna mais rápido o processo de mastigação e digestão. Esse ganho na nutrição fez com que nossos antepassados passassem menos tempo comendo, conseguindo mais calorias! Essas calorias extras nos permitiram ter um cérebro muito maior que hoje consome 25% de toda caloria que você ingere! O tempo extra, que antes era gasto na busca por comida e mastigando, podia agora ser gasto com coisas mais interessantes como o desenvolvimento da cultura, da arte, da tecnologia...

O irônico é que hoje em dia basta ir à uma rede de fast food para, em 15 minutos, consumir todas as calorias necessárias em um dia... E qual a consequência? Aumento de peso. E qual a solução? Comer alimentos crus (vai uma saladinha aí?).

Bom, o artigo termina por aqui. Mas queria deixar outras duas coisas interessantes que vi essa semana, que valem a pena ser vistas neste domingo:

Trendwatching: quais são as 15 inovações de 2015 com potencial para ser realmente disruptivas?

Momento fofura: ilustrações fofas que mostram pequenos (grandes) gestos de amor! #partiupraticar.

Referências do texto:
http://www.ted.com/talks/suzana_herculano_houzel_what_is_so_special_about_the_human_brain
http://news.nationalgeographic.com/news/2012/10/121026-human-cooking-evolution-raw-food-health-science/
http://www.pnas.org/content/109/45/18571.full.pdf
http://www.suzanaherculanohouzel.com/lab


E, claro, vamos celebrar a estupidez, ops, evolução humana!

Macarrão ao Molho Cremoso de Funghi


@funfactsforfoodies

225g (meio pacote) de macarrão
225g de cogumelo portobello em fatias (ou um pacotinho de funghi secchi hidratado).
2 colheres de sopa de manteiga
2 dentes de alho picados
1/3 xic de vinho branco
1 xic de creme de leite fresco
1/2 xic de caldo de legumes (ou outro da sua preferência)
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
Sal e pimenta do reino
Queijo parmesão para servir

Prepare e escorra o macarrão. Adicione a manteiga à panela, adicione os cogumelos, o alho e refogue. Adicione o vinho, o creme de leite, o caldo de legumes e o balsâmico e deixe ferver por uns 10 minutos até que o molho fique mais encorpado. Tempere com sal e pimenta. Sirva o macarrão com o molho e queijo parmesão ralado por cima.
Obs: se estiver usando o funghi secchi hidratado, faça o caldo de legumes com a água coada da hidratação para dar ainda mais sabor.

Essa receita eu tirei do ótimo Food52. Inspirador!

@funfactsforfoodies





terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Risotto de Frango, Funghi e Alecrim - ou aquilo que você tiver na geladeira!

Sem história e ciência dos alimentos hoje. Essa receita é só pra você aproveitar aquilo que está sobrando na sua geladeira nestes dias de carnaval! Ou seja, pode substituir qualquer ingrediente pelo que você tiver. Só mantenha as proporções de arroz e caldo! Neste caso o reaproveitamento é de frango assado! Essa receita foi inspirada em uma que eu encontrei no ótimo site Oui Chef!

foto VECB


Risotto de Frango, Funghi e Alecrim

1 xícara de arroz para risotto
2 xícaras de caldo de galinha
2 xícaras de caldo do cogumelo (que você consegue após reidratar o funghi. Caso não vá usá-lo, substitua por mais 2 xícaras de água no caldo de galinha)
1 talo branco de alho poró
25g de funghi secchi
1/2 xícara de parmesão ralado
1/4 xícara de vinho branco seco
1 colher de chá de folhas de alecrim picadinhas
1 a 2 xícaras de frango assado picado
4 colheres de sopa de manteiga
Azeite
Cheiro verde picado (opcional)

Coloque o cogumelo numa tijela e cubra com 3 xícaras de água quente. Deixe reidratando por 30 minutos. Recolha o cogumelo, sem dispensar a água, e esprema-o. Coe o líquido para que não haja risco de ir alguma terrinha para sua comida.

Numa panela grande coloque um pouco de azeite de oliva e duas colheres de sopa de manteiga e adicione o alho poró picado. Cozinhe-o até que fique translúcido e adicione o arroz. Continue fritando  até que o arroz esteja bem coberto com a mistura de manteiga e alho poró e adicione o vinho branco. Continue fritando até que o vinho tenha evaporado. Enquanto estiver cozinhando o risotto, vá controlando o fogo para que não demore nem demais e nem de menos para que os líquidos evaporem.   Em geral, aquela boca menor do fogão, em fogo alto, funciona bem. Adicione uma xícara do caldo e vá mexendo sempre até que essa xícara evapore. Vá repetindo esse processo até que o arroz atinja a textura desejada (al dente), alternando caldo e líquido do cogumelo. Mais pro final do processo adicione o frango e o cogumelo. Quando estiver bom diminua o fogo, adicione o restante da manteiga, o parmesão e alecrim. Misture bem, desligue o fogo e deixe descansar uns dois minutos antes de servir.

domingo, 23 de novembro de 2014

Bisteca de Porco ao Aceto Balsâmico

Serve qualquer aceto balsâmico, que combina suuuuper bem com carne de porco. Mas se você tiver aquele envelhecido... vale a pena usar nesta receita!


6 bistecas de porco
2 colheres de sopa de mostarda Dijon (vai deixar de fazer porque só tem mostarda comum? Não!)
Farinha de trigo
1 galhinho de sálvia fresca
1 dente de alho
3 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de azeite
100ml de vinho branco seco
1/2 cubinho de caldo de carne
4 colheres de sopa de aceto balsâmico
Salsinha fresca picada

Cubra de leve as bistecas de porco com a mostarda e depois com a farinha de trigo. Pique juntos o alho e as folhas de sálvia. Em uma frigideira aqueça a manteiga e o azeite até borbulhar. Doure o alho com a sálvia e depois adicione as bistecas de porco. Doure dos dois lados. Adicione o vinho e caldinho de carne às bistecas e cozinhe até que quase todo o líquido seja absorvido. Jogue o aceto por cima das bistecas e cozinhe mais uns 2-3 minutos. Polvilhe salsinha fresca por cima e sirva com purê de batata!

terça-feira, 8 de abril de 2014

Sopa de Macarrão com Linguiça e Feijão Branco

Sopinha delícia e de sustança!
Essa receita bem boa, fácil e rápida de fazer eu encontrei no ótimo site: foodily.com.


E um pouquinho de história do feijão, claro!

Os feijões se distinguem dos outros alimentos pela sua alta concentração de proteína, duas ou três vezes o que contém o trigo ou o arroz. Essa alta concentração de proteína se deve à associação que essas plantas fazem com certas bactérias do solo das espécies Rhizobium. Essas bactérias invadem as raízes dessas plantas e convertem nitrogênio (em abundância no ar) em uma forma que as plantas podem usar diretamente para fabricar aminoácidos e daí proteínas.

As sementes das leguminosas (essas plantas que possuem simbiose com as bactérias da espécie Rhizobium) são formadas por uma planta embrionária cercada de uma casca protetora. O embrião, por sua vez, é formado por duas grandes estruturas de armazenamento (folhas modificadas): os cotilédones. Os cotilédones fornecem o alimento necessário ao embrião.

Feijão partido ao meio. Note o embrião, os cotilédones (dois) e a casca do feijão.

Uma das consequências desagradáveis de se comer feijão é...... a flatulência! Essa incômoda e por vezes vergonhosa reação adversa se deve à presença, em grande quantidade, de carboidratos que o trato digestivo humano não consegue converter em açúcares absorvíveis. Uma alternativa para resolver esse probleminha é ferver o feijão em bastante água e desligar o fogo, deixando-o nessa água por 1 hora. Isso retira boa parte dos oligossacarídeos que são solúveis em água. Mas também leva embora vitaminas e antioxidantes... Um preço caro a se pagar...

1 lata de feijão branco cozido, escorrido
1 punhado de folhas de espinafre lavadas
1 litro de caldo de legumes
150ml de vinho branco
1 cenoura em cubos
1 cebola bem picada
2 dentes de alho bem picados
1 fatia de chorizo ou 1 pedaço de linguiça (usei o chorizo!)
1 talo de alho poró
2 punhados de macarrão (eu usei o parafuso)
3 colheres de sopa de cheiro verde
Azeite
Parmesão ralado

Fala sério como uma cebola pode ser bonita! VECB

Aqueça o azeite e frite a linguiça. Junte a cebola, o alho poró, a cenoura e o alho picado. Frite mais um pouco. Depois de refogado junte o vinho branco e o caldo de legumes. Junte o feijão branco e o cheiro verde e deixe cozinhar em fogo alto por 10 minutos (conte os 10 minutos depois que começar a ferver novamente). Junte o macarrão. Cozinhe uns 7 minutos (o tempo do macarrão). Acerte o sal, um pouco de pimenta do reino e junte o espinafre. Cozinhe mais uns dois minutos e pronto! Sirva com azeite e parmesão!

VECB

Ah vegetarianos de plantão: é só não colocar a linguiça. Bão também!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Chili Con Carne!

É uma das minhas comidas comfort preferidas. Adoro comida mexicana em geral, mas uma cumbuquinha de chili quentinho e apimentadinho me enlouquece. Pode o tempo estar frio ou quente. O chili con carne é um cozido de carne com pimentas (chili é um tipo de pimenta!) bem temperado e que contém também tomate e feijão. É... o seu pensamento está correto. Não tem como não ficar bom.

Red Hot Chili Pepper

Apesar de tudo, dizem até que o chili nem é comida mexicana e sim americana, mais precisamente inventada no Texas (San Antonio). Em 1959 foi publicado um Dicionario de Mejicanismos onde se lê que o chili é uma comida detestável (!), que se passa por mexicana, vendida do Texas até Nova Iorque. Mas como não sei se é verdade mesmo, fica como uma curiosidade!! Além disso, esse prato se tornou comum nessa região principalmente porque era acessível para as pessoas mais pobres que podiam acrescentar pimentas e feijões à pouca carne e tornar o prato, assim, mais substancioso. Maior notoriedade ainda o chili adquiriu lá pelos anos de 1880 quando tropas espanholas invadiram e acamparam em San Antonio. Muitas mulheres latinas preparavam o chili em casa para vender aos soldados ficando conhecidas assim como Chili Queens (fico imaginando algo parecido como as baianas do acarajé). Mais informações e literatura sobre a história do chili você pode encontrar neste site.

Foto by VECB

E sobre a pimenta, quer saber mais? É o tempero mais cultivado do mundo e a substância responsável pelo ardor, a capsaicina é responsável por proteger as sementes do fruto. Por isso sempre vem a dica para deixá-la um pouco mais fraca: retire as sementes e o tecido branco interno que as reveste! O mais engraçado é que a capsaicina é uma arma anti mamíferos! Os pássaros parecem ser "imunes" à capsaicina, ou seja, podem comer e espalhar as sementes à vontade! A pimenta vermelha é consumida 20 vezes mais do que o tempero segundo colocado: a pimenta-do-reino preta e, sim, o México é o maior produtor.

A capsaicina não parece aumentar os riscos de doenças do estômago e agem na regulação da temperatura do nosso corpo, fazendo-nos parecer mais quentes do que realmente estamos e induzindo o organismo a ativar seus mecanismos de resfriamento (sudorese, aumento da circulação periférica). Não é à toa (pode reparar) que os lugares que mais consomem pimenta são aqueles mais quentes! Vai um acarajé aí (desculpem a fixação pelo acarajé em pleno post de chili!). Além disso a capsaicina faz com que nosso metabolismo aumente, fazendo nosso corpo consumir mais gordura e também dispara sinais de satisfação em nosso cérebro, nos fazendo comer menos!



Quer se livrar do ardor provocado pela pimenta? Coma arroz ou pão, que são sólidos e provocam atrito com os receptores da língua. Ou calma. Em geral o efeito da pimenta não costuma durar mais do que 15 minutos!

Chili con Carne

Foto by VECB


Essa receita eu peguei e adaptei do ótimo site Use Real Butter!

500g de carne moída da sua preferência (as que eu gosto mais são capa de filé e alcatra)
1 cebola grande picada
4 dentes de alho picadinhos
1/2 pimentão verde em quadradinhos (opcional)
2 colheres de sopa de azeite
700g de tomates maduros picados
2 cubos de caldo de carne
1 garrafa de cerveja escuro sabor chocolate (sim, isso faz diferença! se quiser acrescente ainda um pouco de cacau em pó, uma 1/2 colher de sopa. Eu não acrescentei e me arrependi. Se você gosta de uma sabor mais suave, põe só a cerveja sabor chocolate mesmo).
1/2 colher de sopa de pimenta chili ou caiena em pó
1/2 colher de sopa de cominho em pó (a parte dos temperos é a mais legal - eu coloquei pimenta caiena - que foi a que eu achei, chili é mais difícil - e cominho. Mas use o que tiver, ou se tiver tempero pronto para comida mexicana. O tempero é que vai personalizar seu chili!)
Sal a gosto
2 latas de kidney beans (feijões mexicanos). Esse é bem díficil de achar, o que eu faço é cozinhar um pouco de feijão preto e adicionar ao chili à gosto.

Refogue a carne moída em fogo alto e reserve. Aqueça o azeite e doure a cebola, o pimentão e o alho. Acrescente a carne, o caldo de carne e os tomates. Refogue até que os tomates comecem a desmanchar. Junte a cerveja e os temperos e cozinhe o chili com a panela tampada por 1 hora. Depois de passada meia hora, acrescente o feijão cozido. Sirva quente com fatias de avocado, creme azedo ou queijo ralado. Ou tudo isso junto!



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Mac&Cheese! E o tipo do presente que eu amo ganhar!

"In a country called Bengodi... there was a mountain made entirely of grated Parmesan cheese, on which lived people who did nothing but make macaroni and ravioli and cook then in capon broth. And then they threw them down, and the more of them you took, the more you had. And nearby ran a rivulet of white wine whose better was never drunk, and without a drop of water in it."
                                                  - Decameron, Day 8, Tale 3.

Hum, me pareceu uma boa ideia de paraíso para mim... Se for endless Mac&Cheese então, melhor ainda... Como não amar uma cumbuquinha cheia de macarrão e queijo borbulhando?

Como já era de se esperar o macarrão com queijo surgiu na Itália, por volta do século 13. Nos EUA a receita se tornou popular por causa de Thomas Jefferson, que foi para a Itália e, claro, adorou a receita! Isso por volta de 1800. Tornou-se ainda mais popular depois que a Kraft, em 1937 (no final da grande depressão) lançou o Mac&Cheese Dinner. Um jeito fácil, rápido e barato de alimentar a família. E é desse presente que eu estou falando (obrigada Ane!):


Bom, essa receita eu peguei no site Gastrolândia, que por sua vez pegou a receita com um chef que tem o melhor conjunto de restaurantes em Sampa: Benny Novak. Pode escolher: 210 dinner (meu preferido, de onde vem a receita), Tappo Trattoria e Ici Bistrô.

Mac and Cheese:

200g de macarrão em espiral ou caracol
Molho mornay (receita abaixo)
100g de cogumelos paris cortados em quatro e refogados em 1/2 colher de sopa de manteiga (da boa por favor)
1/4 de xícara de farinha Panko (aquela japonesa, para empanar).  Na falta use farelo de pão.
1 xícara de queijo cheddar ralado (eu sei, é difícil achar. Na falta use o ementhal aqui e troque o ementhal da receita por queijo fundido em pedacinhos. Entendeu?).

Molho:

3 colheres de sopa de manteiga
3 colheres de sopa não muito cheias de farinha de trigo
500ml de leite
250ml de creme de leite fresco
100g de queijo ementhal ralado grosso
1/2 cebola cortada no meio e grelhada
1 folha de louro
Pimenta do reino ralada na hora
Noz moscada ralada na hora

Em uma panela, em fogo baixo, derreta a manteiga e doure a farinha por uns 4 minutos. Ela vai ficar meio marronzinha. Adicione o leite e o creme de leite mexendo com um fouet (batedor de claras). Adicione o louro, a pimenta do reino e a cebola. A cebola eu deixo grelhando, partida ao meio, no George Foreman. Mas uma boa frigideira para grelhar funciona bem também.

Cebola grelhada delícia!

 Deixe cozinhar por 15 minutos, mexendo de vez em quando, tomando cuidado para não empelotar. Coe e adicione o queijo ementhal ralado. Cozinhe o macarrão em água fervente e sal até ficar al dente. Em um refratário misture o macarrão, o molho e os cogumelos. Misture o cheddar à farinha, jogue por cima e leve ao forno alto para gratinar. E, pronto, a partir daí a vida muda e fica muito mais feliz!



Bem mais feliz!







quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Gratinado de Couve-Flor e Batata!

Às vezes a gente descobre uma receita e quer ficar fazendo toda hora. E, quando faz, é impossível parar de comer... Essa é uma delas! E, para torná-lo vegetariano, é só tirar o bacon!



Essa receita eu tirei do ótimo site Good Food, da BBC. Lá você encontra umas receitas fáceis e mais leves... Eu fiz meia receita apenas e já deu bastante! Como acompanhamento dá pra 4 pessoas e como prato único, para duas... Abaixo vai a meia receita. No site você encontra as medidas originais...

1 colher de sopa de azeite
100g de bacon em quadradinhos
1 cebola (eu fiz com a roxa) em fatias finas
400g de batatas em rodelas não muito finas
300g de couve flor em pedaços
50g - 100g de queijo Gruyère para gratinar
150ml de creme de leite fresco
sal e noz moscada raladinha na hora

Aqueça o forno a 200 graus. Frite o bacon em uma panela com o azeite até ficar sequinho. Junte as cebolas em rodelas e continue fritando (em fogo baixo se necessário, até ficar bem molinha e caramelada. Enquanto isso, coloque as batatas e a couve flor em uma panela e leve ao fogo. Depois que ferver cozinhe por 6-7 minutos (é só isso mesmo!). Escorra. Num refratário faça camadas de batata e couve flor, cebola e bacon e um punhado de queijo. Regue com creme de leite e tempere com sal e noz moscada. Continue até que os ingredientes tenham acabado. Termine com o queijo. Leve ao forno por 30 minutos para gratinar. Só cuidado, você não consegue parar de comer!

sábado, 17 de setembro de 2011

Panzanella



Tá começando a ficar quente novamente... E muita gente gosta de combinar esses tempos com salada! Eu particularmente não ligo muito pra isso... Até porque, devo confessar, não sou muito fã de salada...
Mas a panzanella é ótima pois é uma salada italiana, toscana mais precisamente, e que tem ótimos sabores!  E muito rápida e fácil de fazer... Quem aí não tem aquele resto de baguette endurecida?

Você pode substituir alguns itens da salada, como quiser. Por exemplo, muita gente não gosta das anchovas, esses pequeninos peixinhos ósseos da classe Actinopterygii (com raios nas barbatanas, ou seja, barbatanas suportadas por espinhas ósseas). São também da ordem Clupeiformes, a mesma do arenque e de outros muitos peixes importantes na alimentação. A maioria se alimenta de plâncton, que filtram com as suas guelras e, interessante, a maioria não possui linha lateral. São geralmente prateados e fusiformes. Dá uma olhada na carinha da anchova:

Imagem do Wikipedia
Agora, muita gente não gosta mesmo porque ela tem um forte sabor. E isso é devido ao modo como ela é preparada. Elas são curadas e isso significa que elas são preparadas com a adição de sal ou açúcar com o objetivo de preservar o alimento. Nem é preciso dizer que antigamente não havia refrigeração e este era um bom modo de levar os alimentos do litoral ao interior da região. Esse era o método usado também em tempos antigos para a fabricação do Garum, um molho de peixe que foi fabricado em larga escala na época do Império Romano. Era feito de intestino de peixes, entre outros ingredientes. Segundo Plínio, historiador romano, era o "verdadeiro licor da putrefação". E eles gostavam, veja bem. Era tão consumido que é considerado um dos sabores que definem o mundo antigo. O Garum só era menos valioso, talvez, do que os perfumes. O poderoso sabor vinha do fato de que as vísceras de peixe ficavam fermentando por meses! Sim, meses! Bom, como você pode ver, era bem trabalhoso fazer o garum e seu consumo não passou do século 16. Mas, claro, hoje em dia temos dois produtos similares ao garum:

O molho inglês e...

...a anchova!

Panzanella

Vamos à receita para 6 pessoas:

2 pimentões vermelhos
2 pimentões amarelos
600g de pão amanhecido de boa qualidade
1 kg de tomates maduros diversos (italiano, cereja,etc)
12 filés de anchova
1 punhado de alcaparras pequenas lavadas
1 cebola roxa descascada e cortada ao meio
1 coração de aipo (salsão)
1 punhado grande de folhas de manjericão fresco

Para o molho:

vinagre de vinho tinto de boa qualidade
azeite extra virgem
1 dente de alho descascado
sal marinho e pimenta do reino moída na hora

Os pimentões devem ser assados. Você pode fazer isso colocando-os diretamente na boca do fogão, para que a pele toste, depois coloque-os dentro de um saco plástico e deixe-os lá por 20min. Assim eles ficam cozidos e você retira a pele facilmente. Assim ele fica bem saboroso, mas é muito mais trabalhoso. Eu geralmente rego-os com azeite, embrulho em papel alumínio e levo ao forno. Se quiser depois dar o gostinho de tostado, abra o papel alumínio e deixe-os chamuscarem. Ou simplesmente compre-os prontos. Hoje em dia você encontra pimentões assados na prateleira do supermercado. 

Rasgue o pão em tamanhos do seu dedo polegar. Os tomates devem estar em temperatura ambiente. Lave-os e pique-os do tamanho do pão. Tempere-os levemente e uniformemente com sal e coloque-os para escorrer em um escorredor sobre uma tigela, você vai querer o suco que vai se soltar (uma boa quantidade você consegue em 20min mais ou menos). Nesta tigela que está recolhendo o suco, coloque as alcaparras e as anchovas. 

Fatie as cebolas e o coração de aipo o mais fino possível. Junte a cebola, o aipo e o pão em uma tigela. Rasgue o pimentão em lascas e junte à tigela. Mexa e pressione os tomates levemente em cima do escorredor. Adicione os tomates à tigela de pão. Adicione também as folhas de manjericão.

Retire as anchovas do suco de tomate, reserve-as. Adicione 2 colheres de sopa de vinagre, 10 colheres de azeite, o alho ralado, sal e pimenta do reino (lembre-se que você já salgou o tomate e que a anchova também é salgada), depois derrame sobre a tigela de pão. Dê uma boa mexida na salada, com as mãos mesmo. Acomode as anchovas por cima da salada. Deixe descansar alguns minutos antes de servir e ela aguenta bem por até 1h. 

Essa foto é minha!

Aí é só abrir um Sauvignon Blanc ou Riesling devidamente resfriado!

Se quiser incrementar o almoço é só assar um frango bem temperado!


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Camarão à Provençal

Bem que o meu prato preferido podia ser pão com ovo. Mas nãããooo... Tinha que ser camarão à provençal! É bom que tem restaurante que cobra até 100,00 pelo prato!!! Por isso é melhor fazer em casa mesmo... Dá trabalho (se tiver que descascar e limpar o camarão), mas dá pra fazer com camarão congelado! Não fica exatamente igual, claro, mas a carne do camarão é uma das que melhor congela e, quando é congelado rapidamente, isso reduz muito o risco de pegar um estragado! Mas a geladeira do mercado é mais fria que a de casa, então é melhor fazer logo depois de comprar. Se ficar muito tempo guardado em casa, começam algumas reações que vão deixar a carne com gosto ruim.  O melhor camarão à provençal que eu já comi foi o do meu marido. Que quando se mete a cozinhar também... Delicia!

Você já parou para reparar nessa criaturinha que é o camarão?


Pois bem... Pertencem ao filo Arthropoda, ou seja, têm os pés articulados. São crustáceos, como a lagosta e o siri por exemplo. E todos eles têm 5 pares de patas e o corpo dividido em cefalotórax e abdome (que é o que a gente come!). São basicamente carnívoros. Possuem exoesqueleto, ou seja, enquanto nosso equipamento de proteção e sustentação (esqueleto) está dentro do corpo (endoesqueleto) o deles está por fora. E é feito de quitina (um carboidrato, ou seja, um açúcar!). Geralmente os camarões são escuros (a não ser os criados em cativeiro, mais claros) e se tornam alaranjados quando aferventados. Isso acontece pois os organismos dos quais se alimentam no oceano contém grandes quantidades de beta-caroteno (que é o que dá a cor da cenoura) e quando nós aferventamos o camarão esse beta-caroteno ingerido é liberado. 


Todo cuidado é pouco na hora da compra. Quando um crustáceo morre, suas próprias enzimas começam a atacá-lo rapidamente! Isso faz com que estrague muito rápido. Peça ao peixeiro para você cheirar um. Não pode estar cheirando à água sanitária.

Camarão à Provençal (2 pessoas)

300g de camarão grande e limpo
1 limão
azeite
6 dentes de alho
1 punhado de salsinha
sal e pimenta do reino
2 colheres de sopa de vinho branco
arroz pronto

Regue o camarão com limão, mas deixe-o secar bem em um escorredor ou peneira antes de fritar... Quando você coloca o camarão com água, a água entra em contato com o óleo e "estoura". E isso pode ser muito perigoso. Pique bem picadinho o alho junto com a salsinha. Aqueça o azeite numa frigideira e frite os camarões. Deixe um minuto de um lado, adicione sal e pimenta, vire-os, adicione a salsinha e o alho e deixe mais um minuto. Reserve os camarões aquecidos, seja num prato já aquecido, ou mesmo dentro do forno ligado bem fraquinho. Enquanto isso adicione o vinho branco, espere o álcool evaporar e adicione o arroz já pronto. Isso vai fazer com que ele pegue todo o gosto da frigideira. Sirva imediatamente!!!




quinta-feira, 26 de maio de 2011

Salada Mediterrânea

6 fundos de alcachofra cozidos ou em conserva
1 limão
1 bulbo de erva doce (ou salsão)
1 xic de chá de cogumelos frescos e fatiados
2 colheres de vinho (branco ou tinto)
Folhas diversas
Sal e pimenta do reino moída na hora

Molho
1 dente de alho triturado
Suco de meio limão
2 colh. de sopa de vinagre
5 colh. de sopa de azeite

Regue os fundos de alcachofra com limão. Fatie a erva doce em fatias finas (ou corte o salsão em pedaços pequenos). Cozinhe-as em água e sal até ficarem macias. Cozinhe os cogumelos no vinho + uma pitada de sal. Cozinhe até a água que se formar, secar.

Molho
Misture tudo até misturar bem. Chacoalhar tudo dentro de um potinho de geléia vazio facilita muito.

Monte a salada num prato: forre com as folhas, e arrume os demais ingredientes por cima. Regue com o molho.

Essa foi com salsão. Não curto muito erva-doce.

domingo, 17 de abril de 2011

Um jantar em meia hora... De fato!!!

É ótimo ver na TV alguns programas onde os chefes conseguem fazer - e acham que você também consegue - um jantar em 30 minutos. Não, você não consegue... Você não pica tão rápido quanto ele, não sabe de antemão que já tem que deixar algumas coisas semi-prontas... Quem sabe com a prática...

Esse jantar delícia você consegue fazer em 30 minutos... De fato!!!

Jantarzinho de 30 minutos

Filés ou medalhões de filé mignon
Ervas frescas variadas
Sal e Pimenta do Reino moída na hora
Azeite
Manteiga
Polenta de preparo rápido
Queijo ralado (parmesão, pecorino)
Cogumelos variados (shitake, paris, champignon, shimeji, etc)

Prepare a polenta conforme a embalagem. Eu costumo colocar também um tabletinho de caldo de galinha na água, mas é opcional. Da última vez eu comprei a polenta da De Cecco (abaixo). Mas tem outras marcas também. Dá pra fazer polenta com fubá também, claro. Mas aí o jantar já não leva 30 minutos!


Enquanto isso, pique bem as ervas com o sal e a pimenta, em cima de uma tábua. Esfregue os filés em cima da mistura, dos dois lados, para os temperos aderirem à carne.


Coloque um pouco de azeite em uma frigideira bem quente e doure os filés dos dois lados. O melhor, pra saber o ponto da carne é metendo o dedo! Aperte: muito mole, mal passada. Mais resistente, porém mais molinha, ao ponto. Se estiver já mais rígida, bem passada. Coloque os filés num prato e cubra-os com papel alumínio. Isso os manterá aquecidos e fará com que a carne descanse. Aí ela não solta todo suco no prato. Depois é só picar os cogumelos grosseiramente e salteá-los na manteiga. Polvilhe um pouco de sal.

Aí é só montar o prato. Um pouquinho de polenta com o parmesão por cima. Uma caminha de cogumelos e o filé por cima. Ah, se tiver um oleozinho trufado, a polenta fica melhor ainda!!!


sábado, 9 de abril de 2011

Almoço de Domingo!

Esse foi um almoço que eu fiz pra minha sogra e meu sogro! Foi uma ocasião muito especial: conhecer Monetzinho! Monet é meu collie destrambelhado. Qualquer hora coloco uma foto legal dele aqui.


Pra começar um drinque que eu adoro! Na verdade, os venezianos (que é de onde vem a bebida) gostam de tomá-lo no final das refeições. Mas acho bom pra começar também! Chama-se Sgroppino. A receita não tem uma versão única. A que eu gosto mais leva prosecco e sorbet de limão siciliano, duas colheres de vodca e uma de leite condensado. Sendo os dois últimos ingredientes dispensáveis. Tem gente que faz com o sorbet, vodca, leite e leite condensado. Vai do gosto.


Dizem que em São Paulo, o melhor Sgroppino é o do Piola . Lembrando que tem Pizzaria Piola em Campinas também!

Ah! E dá pra fazer sorbet de limão siciliano em casa. Aí vaí a receita.... Juro que é muito fácil!!!

Sorbetto di Limone
200g de açúcar
200ml de água
200ml de suco de limão siciliano (uns 6 limões)
Raspas da casca de um limão siciliano
1 colher de sopa de mascarpone (ou cream cheese, ou nata)
Pré-congele um recipiente raso de 20 a 25 cm. Coloque o açúcar e a água em uma panela e ponha pra ferver, depois de ferver abaixe o fogo e cozinhe por uns 5 minutos. O líquido deve estar claro e parecendo um xarope. Tire do fogo e deixe esfriar 15 minutos. Junte o suco e as raspas de limão. Em seguida adicione o mascarpone e mexa até que todos os ingredientes tenham combinado entre si. Despeje no recipiente e leve ao congelador (que deve estar na potência máxima). Deixe 1 hora. Mexa com um garfo. Faça isso pelas próximas 3 horas.

E ainda no quesito bebidas, comprei duas marcas comuns de cerveja pra comparar: Stella Artois e Heineken. A primeira tem origem belga enquanto a segunda tem origem holandesa. A diferença principal entre elas é que a Stella Artois tem o sabor bem mais delicado do que a Heineken. Pra quem não gosta muito do amargor da cerveja (como o meu maridinho) deve preferí-la. Já a Heineken tem o sabor mais acentuado, mais forte (eu prefiro)!

Dica: visite http://www.stellanbox.com.br/

Infelizmente não tirei fotos do prato principal, mas o mais importante vai aí: a receita!

Boeuf Bourguignon (4 a 6 pessoas)

700g de músculo bovino cortado em pequenos cubos (quanto menos gordura, melhor)
2 colheres de sopa de farinha de trigo pra polvilhar a carne
100g de bacon em fatias ou picado
óleo pra fritar a carne
1 colher de chá de sal
1/2 colher de chá de pimenta do reino
1 cebola grande fatiada ou picada
2 dentes de alho picado
1 cenoura fatiada
1/2 garrafa de vinho tinto seco (pode ser qualquer um mas, de preferência, um Borgonha ou, pra ser mais sensato, um Pinot Noit)
1 e 1/2 xíc. chá de caldo de galinha
1 bouquet garni (1/2 talo de alho poró, 1 ramo de tomilho, 1 folha de louro, 1 talo de salsão)
150g de cogumelos Paris frescos e fatiados
Manteiga Aviação pra fritar os cogumelos
1 colher de sopa de extrato de tomate
12 echalotas
1 e 1/2 colher de sopa de manteiga Aviação
1/2 colher de chá de açúcar para escurecer as cebolas
Nota: Echalotas são difíceis de achar... Substitua-as por cebolinhas de conserva, ou cebola comum em pétalas, ou simplesmente não faça essa parte.


Seque um pouco a carne com uma toalha de papel. Tempere com a pimenta moída. Ponha a carne em um saco plástico e junte a farinha de trigo. Sacuda. Numa panela grande que possa ir ao forno (eu faço na panela de barro) frite as fatias de bacon em um pouco de óleo. Retire o bacon. Na gordura que ficou vá fritando as carnes aos poucos pra não juntar água. Frite até que fiquem com uma cor bronze escuro. Se precisar coloque mais óleo. No final tempere com sal. Reserve os cubos de carne com o bacon. Refogue na ordem: as cebolas fatiadas, o alho e as cenouras. Retorne o bacon e a carne para a panela, mexa. Pre-aqueça o forno médio-alto. Com a panela ainda no fogão despeje 1 e 1/4 de xícara de vinho e o caldo de galinha para cobrir a carne, junte o bouquet garni. Leve a panela ao forno, com tampa, por umas duas horas. Se o líquido reduzir muito coloque um pouco de água. Mexa de tempos em tempos pra não grudar no fundo da panela. Frite os champignons na manteiga e acrescente o extrato de tomate e cozinhe por 15 minutos em fogo baixo. Junte à carne. Leve à geladeira e deixe até o dia seguinte. No outro dia frite as cebolas na manteiga por 10 minutos, mexendo sempre pra dourar de todos os lados. Coloque o açúcar, um pouquinho de sal e despeje o vinho que sobrou (1/4 de xícara). Cozinhe por mais 5 minutos. Na hora de servir reaqueça a panela e junte as echalotas.

Dica 1: se o molho ficar ralo, o que é difícil, doure, numa panela, 1 e 1/2 colher de sopa de manteiga Aviação e 1 colher de sopa de farinha de trigo e junte à carne.
Dica 2: Sirva com purê de batata ou batatas cortadas em rodelas grossas assadas em papel alúminio com tomilho, sal e azeite (40 minutos mais ou menos de forno médio).
Dica 3: sirva com um pão de boa qualidade pra aproveitar todo o caldo que sobrar no prato!!! Eu comprei esse pão do Olivier Anquier, à venda no Pão de Açúcar:


Esse prato precisa de um vinho! Dos bons! Compre um bom Borgonha ou um bom Pinot Noir. Eis o que nos escoltou:


Delicioso esse Pommard. Tem notas mais "escuras" tais como café e terra. Um pouco de frutas vermelhas mas só pra equilibrar. O que se tem é um vinho forte e tânico. Perfeito pra escoltar esse prato pesado também da Borgonha!!!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sopa de Cebola!!!

Chegou o frio!!! Uhuuuu!!!!
Essa receita de sopa de cebola, além de divina, deixa qualquer esquimó suando... Ah, e não pode estar de regime!!!

600g de cebola fatiada fininha
200g de manteiga (Aviação, como sempre)
1 colher de sopa de farinha de trigo
1 e 1/2 litro de água fervente
2 tabletes de caldo de carne
350ml de vinho branco seco
Queijo ralado a gosto
Fatias grossas de pão duro (italiano, de preferência)

Refoga a cebola na manteiga em fogo alto por 10 minutos. Vai ficar assim:



Abaixa o fogo e cozinha mais 10 minutos. Volta a aumentar o fogo, adiciona a farinha de trigo e frita até dourar a farinha, mexendo sempre. Adiciona a água, o vinho, os tabletes e ferve com a panela semi-tampada por 30 minutos. Dispõe as fatias de pão no fundo de um refratário, põe a sopa por cima, queijo ralado à gosto e leva ao forno pra gratinar. Prontinho... Delícia!!!



Um bom vinho pra acompanhar é qualquer Chadornnay que passou por barrica de carvalho!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Arroz de Pato!

Essa uma receita que é prato único, que vai bem com um bom vinho português...


(8 pessoas)


1 kg de coxas e sobrecoxas de pato
1 kg de peito de pato
4 colheres de sopa de azeite
1 cebola grande picada
4 tomates (de lata, pelados) picados
1 cenoura grande picada
2 talos de salsão picados
1 bouquet garni amarrado (salsinha, cebolinha, alecrim, tomilho)
1 garrafa de vinho tinto
1.5 l de caldo de galinha
3 paios fatiados
2 xícaras de arroz branco feito na hora
4 ovos
2 colheres de sopa de azeite
sal e pimenta do reino



Tire a pele do pato e reserve a carne. Corte a pele em pedacinhos pequenos e frite-os em duas colheres de azeite até ficarem como torresminhos. Seque-os em papel absorvente e reserve. Numa panela grande e de fundo grosso, doure os pedaços de pato no azeite restante. Depois de dourados, aAcrescente a cebola, o tomate, a cenoura, o salsão e o bouquet garni. Refogue e tempere com sal e pimenta do reino. Coloque o vinho e deixe evaporar, cozinhando o pato lentamente, em fogo baixo. Depois que o vinho secar, vá colocando o caldo de galinha. Quando o pato estiver cozido e bem macio (umas duas horas depois), adicione o paio. Retire da panela os restos de cenoura, o bouquet garni, o salsão e peneire-os. Retire o pato e desfie-o. Volte o pato e o purê de vegetais à panela. Cozinhe mais 10 minutos. Devem sobrar umas duas xícaras de molho na panela. Se necessário, acrescente mais caldo de galinha à panela. Misture o arroz pronto na panela com o pato. O arroz deve ficar úmido. Mexa os ovos numa frigideira com as duas colheres de sopa de azeite. Junte os torresminhos e misture bem. Coloque o arroz de pato em uma travessa e, por cima, distribua os ovos com o torresminho. Junte um pouco de salsa por cima e sirva imediatamente.

Soba de abóbora e Sálvia

Ai...Ai... As receitas seguintes são deliciosas, mas estão sem fotos pois minha máquina fez questão de pegar um vírus e impedir que eu abra as fotos... Assim que resolver o problema, atualizo os links... Beijo!!!

Só não é mais fácil porque precisa descascar a abobora (coisa que eu detesto). Se bem que no mercado eu já vi abóbora descascada e em cubo. Enfim... Outra coisa que pode ser difícil de achar é sálvia. Mas ela faz toda a diferença. Eu aconselho você a ter um pezinho em casa. Macarrão cozido e escorrido, misturado com sálvia frita no azeite é o melhor substituto do miojo. Se tiver queijo ralado então... Aí já é outro nível...

Para 8 pessoas

Azeite
16 folhas grandes de sálvia
2 cebolas roxas descascadas e picadas
2 talos de salsão picados
2 cenouras descascadas e picadas
4 dentes de alho
Folhas de dois ramos de alecrim frescos
1 pimenta vermelha bem picada
Sal e pimenta do reino
2 kg de abóbora
2 litros de caldo de galinha ou vegetais
16 fatias de pão ciabatta (ou outro)
Queijo parmesão ralado

Frite as folhas de sálvia no azeite por uns 30 segundos ou até que fiquem crocantes. Utilize a panela de pressão para isso. Transfira-as para um papel toalha. No azeite restante despeje o aipo, a cenoura, as cebolas, o alho, o alecrim, a pimenta, o sal e a pimenta do reino. Cozinhe por 10 minutos ou até que os vegetais fiquem tenros. Acrescente a abóbora e o caldo à panela, tampe e ponha pra ferver e deixe por aproximadamente 20 minutos, em fogo baixo. Enquanto isso prepare as torradas. Regue as fatias de pão com um pouco de azeite e pressione um pouco de queijo ralado em cada lado. Acomode as fatias em uma frigideira antiaderente, sem óleo e frite-as até que fiquem douradas dos dois lados.
Bata a sopa no liquidificador (não faça isso com a sopa muito quente). Divida-as entre os pratos, distribua as torradas e as folhas de sálvia e regue com azeite. Delícia!!!


Quibe Crú - Receita do Arábia!!!


Dicas de Leila (chef do Arábia)


Para fazer
- Um trigo fino de boa qualidade, de sabor mais delicado
- Ramos de hortelã bem fresca. Ela murcha rapidamente, então tire da geladeira apenas na hora de servir
- Prefira a parte central do patinho, bem limpo e moído em casa, imediatamente antes de servir. Moída no açougue, a carne perde frescor e fica escura
- Armazene a carne no congelador por cerca de 15 minutos
- Não deixe o trigo de molho por mais de quinze minutos
- Coloque as pedras de gelo na carne antes de misturá-la ao trigo

Para comer
- Abra o montinho de carne com o garfo, espalhe pelo prato e amasse para ficar uma camada fina
- Com a mão, pegue brotos de hortelã e rasgue em cima da carne
- Cubra com a cebola picadinha (a chef sugere também cebolinha)
- Regue com um bom azeite
- Salpique o tempero especial de pimenta-síria (no Arabia, a receita é preparada com sete especiarias)
- Pegue um pedaço de pão árabe, envolva um pouquinho do quibe com seus temperos e coma
- Leila sugere que o quibe cru venha acompanhado com a "massáuaque", uma carne moída refogada
Ingredientes
- 1 kg de carne bovina (patinho), sem nervos e sem gordura, cortada em cubos e passada pelo moedor de carne- 1 xícara de trigo fino claro- 2 tomates bem vermelhos, sem sementes e cortados em quatro pedaços- 2 cebolas médias cortadas em quatro- 6 pedras de gelo (mais ou menos)- Sal a gosto- Ramos de hortelã fresca (para decorar)- Galhos de cebolinha (para decorar)- Pimenta-síria ou cominho moído ou pimenta do reino em pó (opcional)


Preparo

Lave bem o trigo e deixe de molho na água por cerca de 15 minutos. Escorra com as mãos, espremendo bem, para retirar toda a água. Junte o trigo à carne com o gelo, o tomate, o sal e os temperos (opcional) e moa tudo junto novamente. Misture bem com as mãos, para que fique homogêneo. Coloque em uma travessa e decore com ramos de hortelã fresca, cebola e cebolinha verde.

Meu preparo!
Agora, como adaptar uma receita com o que você tem em casa! Eu tinha 250g de uma peça de filé mignon (se eu tivesse que comprar, compraria filé mignon de qualquer jeito: eu prefiro), tinha um resto (umas duas colheres de sopa) de vinagrete comprado picadinho já (tomate, cebola e salsinha), já tinha pimenta-síria, o trigo, a hortelã (no quintal!). Foi só moer tudo junto no processador! Não esqueça de moer com o gelo pra carne não escurecer! Depois é só servir com mais tomate e cebola picada, hortelã, coalhada fresca (se tiver), hortelã, azeite, pão... E divirta-se!!!
Crédito: reportagem publicada na Folha Online!

Massa caseira!!!

É uma terapia fazer massa em casa! Amassa, estica, corta... E o resultado é maravilhoso! E é mais legal ainda porque não é trabalho pra uma pessoa só (ou não deveria ser). Principalmente se o cilindro de macarrão tiver sido da sua avó (como o meu).

E essa massa não tem como errar. É a mais fácil que eu testei até agora! Dá pra fazer macarrão e massas recheadas, lasagna, etc...

Vamos lá!



550g de semolina
1/4 de colher de chá de sal
4 ovos caipiras
6 gemas
2 colheres de sopa de azeite

Coloque os ingredientes no processador e bata. Transfira a mistura para uma superfície enfarinhada (com farinha comum mesmo) e amasse muito bem até que a massa fique lisa e macia e não grudenta. Embrulhe a massa em filme plástico e deixe descansar por 30 minutos. Retire um pedaço da massa do tamanho de 1 kiwi e mantenha o restante embrulhado e na geladeira. Achate o pedaço dando a ele a forma de um retângulo de 5 mm de espessura. Com a máquina ajustada para a maior espessura, insira esse pedaço duas ou três vezes, dobrando ao meio a cada passada. Esse processo é muito importante pois termina de sovar a massa e ela fica muito mais fácil de ser trabalhada na espessura mais fina. Ajuste a máquina para uma espessura um pouco menor e repita o processo até ela ficar na espessura desejada. Corte e deixe secar. Cozinhe em água fervente com sal e óleo por uns 2 minutos.

Outra hora coloco a receita de ragu de galinha caipira com cogumelos que ficou divino com essa massa!

Bacalhau à Espanhola

Ai... Bacalhau...


Olha... Acho bem difícil quando perguntam: o que você mais gosta de comer? Ou, qual foi a melhor coisa que você já comeu?

Eu nunca sei o que responder... Meu prato favorito oficial é o camarão à provençal... No entanto tem sabores dos quais eu nunca vou me esquecer... O pudim e a canja da minha vó... O camarão frito com arroz da minha mãe... A sopa de legumes da minha irmã... O molho de tomate da minha sogra... a bomba de café de Paris... O bolo de cenoura da Ana... A cava + jamón + amigos no último dia em Madrid... A vaca atolada do Coisas da Roça, em Bauru... E, claro, o camarão à provençal que meu amor fez pra mim certo dia...

Enfim... Brigando com tudo isso vem o Bacalhau! Que eu amo de peixão... ou paixão?

Bacalhau à Espanhola



Primeiro: não me venha com xurumelas... Bacalhau tem que ser aquele de posta alta... sem espinhas... do mercadão de preferência... Uns 600g dá bem pra umas 4 pessoas...

Deixa de molho e vai trocando a água. O ideal são 36 horas...

Corta em pedaços e ferventa 10 minutos. Num refratário vai montando: bastante azeite, pimentão vermelho em rodelas finas, batata asterix em rodelas com casca, uns doze dentes de alho inteiros descascados, 100g de jamón finamente fatiados, cebola roxa fatiada fininha, 1 pimenta vermelha bem picadinha, o bacalhau, claro, e muita salsinha e azeite. Forno médio 40 minutos, arroz branco e seja feliz!

Bacalhau Espiritual



Reza a lenda que essa é a preparação mais nobre do bacalhau, em Portugal. Tudo quando é evento importante da realeza e, hoje, da presidência, eles servem esse bacalhau... Não me espanta... É realmente divino...

450g de bacalhau feito como na outra receita. Depois de ferventar, desfie.

100g de manteiga aviação

1/4 xic chá de azeite

2 cebola pequenas bem picadinhas

3 dentes grandes de alho picados

2 cenouras média raladas e espremidas num pano limpo pra tirar o excesso de água

1/2 xic de farinha de trigo

500ml de leite

2 gemas batidas em 100ml do leite acima

125ml de creme de leite fresco

1/2 e 1/4 de xic de parmesão ralado

3 colheres de sopa de coentro picado (ou salsinha, se preferir)

1 pitada grossa de sal

noz moscada

1/2p colher de soa de molho inglês

1/2 e 1/4 de xic de biscoito água e sal triturado

Pre-aquece o forno em temperatura média (180oC). Põe metade da manteiga e o azeite numa panela grande e aquece bem. Acrescente as cebolas, o alho e refogue até dourarem. Adicione a cenoura ralada e refogue um pouco mais. Adicione o bacalhau desfiado e frite por 10 minutos. Se precisar, acrescente mais um pouco de azeite. Em outra panela põe a outra metade da manteiga para derreter em fogo baixo, adiciona a farinha de trigo mexendo sempre. Acrecente aos poucos o leite, mexendo sempre até obter um creme bem cozido. Com a panela fora do fogo acrescente as gemas batidas com o leite. Misture bem e volte para o fogo baixo mexendo sempre. Acrescente o creme de leite, 1/2 xícara de parmesão e o coentro. Tempera com sal, noz moscada e molho inglês. Por último acrecente os biscoitos moídos, mais 1/4 de xic de parmesão e mais noz moscada. Junte com o bacalhau e pôe numa forma refratária. Ponha umas pelotas de manteiga por cima. Deixe de 30 a 40 minutos no formo, até dourar. Sirva com batatas fritas em rodelas, em azeite misturado com manteiga, polvilhadas com salsinha e arroz branco. Vai bem com sauvignon blanc.



Sauvignon Blanc Bom e Barato!