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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Restaurante Epice

Vou dar um tempinho nas postagens sobre a Itália (eu sei, eu sei, só tem uma...) para falar do restaurante Epice, em São Paulo. Como carnaval, para mim, só é bom porque é feriado, decidimos dar um pulinho em Sampa para um programinha gastro-cultural... O filme escolhido foi A Separação (recomendo!) no ótimo Espaço Unibanco de Cinema (que agora se chama Espaço Itaú de Cinema), na Augusta... Adoro o cinema, posso pagar meia lá e adoro os arredores! Até os camelôs vendedores de DVDs piratas se adaptaram ao público e praticamente só vendem DVDs piratas cults! Quanto ao filme, ele é muito bom mesmo, tanto ou melhor quanto andam falando... Mas entenda que, apesar de se passar no Irã, ele traz situações - e seus dilemas - que podem se passar em qualquer lugar do mundo. Mas a parte cultural, específica daquele país também é bem interessante. Enfim, o filme traz uma realidade brutal, que pode fazer você sair com dor de cabeça do cinema, como eu saí, mas também maravilhado com um trabalho tão sensível e extraordinário.

Bem, voltando à parte gastronômica. Depois do cinema nós fomos ao Epice, perto dali, na Haddock Lobo, 1002. O que chama a atenção, mesmo antes de ir ao restaurante, é que ele é meio irritante. Você tenta ligar para fazer a reserva, várias vezes e em diferentes horários e só o que houve é uma musiquinha para depois uma gravação dizer que ninguém pôde lhe atender no momento... Mas ok, fomos assim mesmo... O cardápio - e as críticas - não me fizeram desistir da idéia.

Chegamos, explicamos o por quê não havíamos feito reserva e nos acomodaram numa boa mesa. Aliás, o ambiente e a trilha sonora são muito agradáveis!

Outra irritação: só havia menu para a comida e para os vinhos. Para outras bebidas nós tínhamos que ficar perguntando ao garçom. Dispensamos o couvert, ainda assim trouxeram a flor de sal, o azeite e a água. Ok, ponto pra eles!

Pedimos de entrada a Charcuterie (R$39,00 para dois) - um ótimo custo-benefício! Por isso dispensamos o courvert... Mas não faça isso, tanto que pedi os demais componentes dele que são pãezinhos macios e quentinhos de calabresa, azeitona, brioche... e uma manteiga de boa qualidade, fora o azeite, a flor de sal e a água.

Charcuterie - Foto VECB
Pena que a foto não faça jus ao que foi essa charcuterie... A contar pelo centro: patê de foie gras, chutney de cebola roxa (atrás, não aparece na foto), remoulade de couve-flor, rilette de porco, peito de pato curado  e em fatias finíssimas e terrine de joelho de porco e ameixa. Não aparecem na foto ainda o pão polâine em fatias finíssimas (embora eles fiquem repondo essas lâminas deliciosas, achamos que não era o suficiente para um prato como esse, por isso pedimos o resto do couvert, de olho nos pãezinhos!). Outra delícia que não aparece é o pé de porco em pedacinhos empanados, perfeitos! Toda essa gordura magnífica é quebrada pela acidez do chutney e da remoulade de couve-flor.

O cardápio é uma tortura, o restaurante de comida contemporânea mas com acento francês traz poucos itens, mas dá vontade de pedir todos! Mais qualidade do que quantidade, adoro! Pedi um cordeiro sauté, com batatas novas e molho de salsinha, tortinha de cebola roxa e queijo de cabra empanado. Diversas texturas, diversos sabores e o ponto de cozimento da carne não dá pra descrever, nunca vi igual! Não me lembro o preço exato, um pouco mais de R$60,00.

Cordeiro Sauté - Foto VECB
O Vinícius pediu uma barriga de porco com camadas perfeitas de carne e gordura (a carne é prensada antes do cozimento para que fique assim) e a pele torradinha, super crocante. Vem sobre uma caminha de grão de bico, chorizo, páprika e azeite de chorizo (R$ 39,00). Não podia ser melhor!



Só não conseguimos pedir sobremesa, uma pena! A conta toda + uma cerveja deu R$165,00. Vamos analisar assim: é caro! Todos os restaurantes de São Paulo estão caríssimos! Mas, partindo desse princípio e levando-se em consideração a qualidade da comida, vale a pena você conhecer sim!

Mas estamos sendo judiados... Eu sei que não dá pra fazer esse tipo de comparação estrita mas eu nunca, jamais precisei gastar nem perto de 165 euros, na Europa, pra ter uma refeição deste nível!!!

Dica de última hora: no site tem os contatos dos fornecedores deles. Uma preciosidade!

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domingo, 22 de janeiro de 2012

Chegada à Florença e Restaurante Obiká

Saímos do Brasil, rumo à Itália, no dia 21 de dezembro, dia em que comemorávamos 11 anos de namoro!!! Voamos pela SWISS no trecho SP - Zurich - Roma. A empresa aérea é ótima, recomendo fortemente. Ótimas aeronaves: nunca consigo dormir em viagens assim e, dessa vez, nem vi o oceano Atlântico passar. Acho até que há um espaço maior entre as poltronas e as pessoas ao nosso redor também ajudaram!

De Roma pegamos o Leonardo Express (14,00 euros) até a estação Termini. Dentro da área de bagagens não há sinalização mas é só sair para começar a ver os símbolos da estação de trem. É bom lembrar que você deve sempre validar (convalidar) seu ticket antes de entrar em um trem na Itália... Você faz isso nuns postinhos amarelos próximos às plataformas, ou binários em italiano. 

Da Termini fomos para Florença (32,50 euros) e chegamos à Estação de Santa Maria Novella à noite. Tínhamos toda a indicação do pessoal do apartamento e do Google mas, ao sair, eram inúmeras as ruas saindo da estação.  Perguntamos à uma moça sobre como chegar até lá e ela só pediu que a seguíssemos! Pronto, a história de que os italianos são muito estúpidos e antipáticos estava começando a se mostrar uma bobagem!

Chegamos à Piazza degli Antinori, à procura da empresa Gidec (gidec.it) que nos alugou o apartamento. A moça que nos atendeu - Cristiana - era a clássica italiana: falava bastante, rápido e alto! Uma veneziana muito simpática! Nos levou até o apartamento, na rua ao lado (Via degli Antinori), levando minha mala pesadíssima e nos explicou tudo com o maior bom humor (já devia ser umas 19:30h). Nos deixou com número de telefone, email e que podíamos contactá-la quando quiséssemos! 

O apartamento era ótimo!!! Tinha uma quarto grande e espelhado com roupa de cama extra. O banheiro tinha amenities Bulgari e a cozinha era toda equipada: forno elétrico, fogão, geladeira (com um espumante  e uma garrafa de água dentro, de boas vindas!) e máquinas de lavar louça e roupa! Fora que ele era super bem localizado, numa rua cheia de lojas do nível da Hermès, Gucci, Cavalli, etc... Veja o endereço aqui.
Eles alugam apartamentos de diversos tamanhos e o preço vale muito a pena: 80 euros a diária, no apartamento para dois. Ou seja, 40 euros a diária / pessoa. Fora que eles tiram todas as dúvidas prontamente, precisei mudar a data da viagem algumas vezes, e eles sempre compreensíveis!

Bom, tudo feito, saímos para jantar. Escolhemos o restaurante Obiká, à 5 minutos "de casa", na via de Tornabuoni. O Obiká é uma rede de bares de mozarellas e era exatamente isso que o Vinícius, meu marido, mais desejava assim que colocasse os pés na Itália. Se você for neste de Florença, prefira ficar na parte da frente, logo na entrada, que é como um bar. Ali você consegue jantar bem sem gastar muito. Já na parte de trás fica o restaurante, bem mais caro.


Pedimos uma degustação de mozarellas acompanhadas de uma tábua de frios e uma taça de vinho para cada um. Dá uma olhada:



As duas primeiras eram mozarellas de búfala, de diferentes origens e a terceira era defumada (minha preferida). E os frios: mortadela, speck, presunto...

Ainda pedimos um tiramissú, bem levinho, e a conta deu uns 45,00 euros... Começamos bem nossa viagem e fomos dormir muito, muito bem!

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