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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Mac&Cheese! E o tipo do presente que eu amo ganhar!

"In a country called Bengodi... there was a mountain made entirely of grated Parmesan cheese, on which lived people who did nothing but make macaroni and ravioli and cook then in capon broth. And then they threw them down, and the more of them you took, the more you had. And nearby ran a rivulet of white wine whose better was never drunk, and without a drop of water in it."
                                                  - Decameron, Day 8, Tale 3.

Hum, me pareceu uma boa ideia de paraíso para mim... Se for endless Mac&Cheese então, melhor ainda... Como não amar uma cumbuquinha cheia de macarrão e queijo borbulhando?

Como já era de se esperar o macarrão com queijo surgiu na Itália, por volta do século 13. Nos EUA a receita se tornou popular por causa de Thomas Jefferson, que foi para a Itália e, claro, adorou a receita! Isso por volta de 1800. Tornou-se ainda mais popular depois que a Kraft, em 1937 (no final da grande depressão) lançou o Mac&Cheese Dinner. Um jeito fácil, rápido e barato de alimentar a família. E é desse presente que eu estou falando (obrigada Ane!):


Bom, essa receita eu peguei no site Gastrolândia, que por sua vez pegou a receita com um chef que tem o melhor conjunto de restaurantes em Sampa: Benny Novak. Pode escolher: 210 dinner (meu preferido, de onde vem a receita), Tappo Trattoria e Ici Bistrô.

Mac and Cheese:

200g de macarrão em espiral ou caracol
Molho mornay (receita abaixo)
100g de cogumelos paris cortados em quatro e refogados em 1/2 colher de sopa de manteiga (da boa por favor)
1/4 de xícara de farinha Panko (aquela japonesa, para empanar).  Na falta use farelo de pão.
1 xícara de queijo cheddar ralado (eu sei, é difícil achar. Na falta use o ementhal aqui e troque o ementhal da receita por queijo fundido em pedacinhos. Entendeu?).

Molho:

3 colheres de sopa de manteiga
3 colheres de sopa não muito cheias de farinha de trigo
500ml de leite
250ml de creme de leite fresco
100g de queijo ementhal ralado grosso
1/2 cebola cortada no meio e grelhada
1 folha de louro
Pimenta do reino ralada na hora
Noz moscada ralada na hora

Em uma panela, em fogo baixo, derreta a manteiga e doure a farinha por uns 4 minutos. Ela vai ficar meio marronzinha. Adicione o leite e o creme de leite mexendo com um fouet (batedor de claras). Adicione o louro, a pimenta do reino e a cebola. A cebola eu deixo grelhando, partida ao meio, no George Foreman. Mas uma boa frigideira para grelhar funciona bem também.

Cebola grelhada delícia!

 Deixe cozinhar por 15 minutos, mexendo de vez em quando, tomando cuidado para não empelotar. Coe e adicione o queijo ementhal ralado. Cozinhe o macarrão em água fervente e sal até ficar al dente. Em um refratário misture o macarrão, o molho e os cogumelos. Misture o cheddar à farinha, jogue por cima e leve ao forno alto para gratinar. E, pronto, a partir daí a vida muda e fica muito mais feliz!



Bem mais feliz!







sábado, 22 de junho de 2013

Farofa de Manteiga e Mandioquinha

Ou batata-baroa, ou batata salsa... tanto faz! Quer chamar pelo nome científico? Chame-a de Arracacia xanthorhyza. Aliás, é como a mandioquinha se chama nos EUA - arracacha. Essa raíz tuberosa não é muito conhecida fora das Américas, tendo se originado no Andes (Equador e Peru). É da mesma família (Apiaceae) da.... adivinha?....da cenoura! E também da salsa, coentro...

As raízes tuberosas são órgãos subterrâneos especializados no armazenamento de nutrientes, principalmente amido produzido a partir da glicose produzida na fotossíntese, e por isso ficam tão dilatadas.

Imagem da Internet

Dessa forma são grande fonte de alimento para nós também. E não é de hoje. Recentemente um artigo científico na conceituada revista Nature Genetics defende que nós humanos somos mais eficientes do que os demais primatas na digestão do amido. Isso gera grande quantidade de calorias para alimentar nosso enorme cérebro... E, assim, ganhamos uma enorme vantagem evolutiva!

Outro dado interessante: comparativamente a mandioquinha possui mais amido armazenado do que a cenoura. E o amido absorve água das células quando cozido. É por isso que quando cozinhamos a mandioquinha ela fica quebradiça e mais "seca" do que a cenoura, que continua lá, bem úmida.

Essas raízes proporcionam também um dos melhores pequenos prazeres da vida que é arrancá-los da terra quando já estão bons... que delícia!

Agora uma informação de mesa de bar: tuber é uma palavra com origem no latim e quer dizer inchaço.


Farofa de Manteiga e Mandioquinha

Farofa, arroz e picadinho de filé.

75ml de azeite (umas 4 colheres de sopa)
1 cebola cortada em rodelas finas
2 dentes de alho picado
6 cebolinhas verdes picadas (separe a parte branca da verde)
1 xic e meia de farinha de mandioca
1 omelete de 2 ovos picado (opcional)
1 xícara de chá de mandioquinha cozida e cortada em cubos (cuidade para não cozinhar demais)
50g de manteiga
Sal e pimenta do reino

Numa frigideira grande aqueça 2 colheres de sopa de azeite. Refogue a cebola, adicione o alho e a parte branca da cebolinha em rodelinhas. Refogue mais um pouco e adicione a farinha. Misture bem e adicione os ovos e a mandioquinha. Tempere com sal e pimenta e deixe por alguns minutos em fogo baixo, mexendo seguidamente até a farinha absorver os temperos. Apague o fogo e junte o azeite restante e a manteiga. Vá controlando a quantidade de manteiga. A farofa deve ficar úmida, mas não a deixe muito engordurada. Polvilhe a parte verde da cebolinha picada e sirva!! Na foto, uma sugestão: com arroz e picadinho! Mas também é um ótimo acompanhamento para qualquer assado!